Seja uma boa pessoa, mas não perca seu tempo provando isso!

terça-feira

Quando a resposta vêm




Eu já estava saindo, ele me disse:
- Não esquece o casaco?
- Casaco? Pra quê?
-Lá é sempre frio!
Com uma cara de “merda’ peguei o casaco do varal que me abraçou feito um coberto de urso e fui ao carro. Nem 20 passos e já sentia o meu corpo em chamas. Havia sol.
No caminho da rodovia um transito, o rádio desregulado torna o caminho lento e aquela música não saia da cabeça. Pensava nela a 2 dias seguidos.
Ao longe ouvi uma sirene, que na fração de segundo me ultrapassou pelo acostamento, foi então que vi que o transito lento era muito mais que simples concerto da rodovia.
Eu teria que pensar, era obrigada a ficar comigo mesmo falando e falando e falando ao som daquela música que me faz pensar em você.
1 hora depois e consigo chegar, meu único calculo era de como desviar e antecipar todos os problemas que estariam até finalmente chegar ao destino.
Estava tão quente com o casaco que me esqueci que só estava com ele por obrigação, fiquei irritada e o atirei no banco de trás, justamente quando havia chegado ao meu destino. (Destino?)
Não precisei falar nada, estava tudo pronto com todos os cálculos feitos, numa circunferência dividida como uma pizza. Tudo muito bem preenchido e organizado, exceto por 3 casas.
As principais casas estavam vazia.
Ai estava o maior problema, não se tratava de um vazio comum, preenchido com o tempo, era um vazio da alma.
O único vazio que eu procurava.
Fiquei 2 horas parada, observando, imaginando, revendo todos os planos, sonhos, desejos e pensando em como isso nunca iria acontecer. Como isso nunca poderia acontecer.
Todas as respostas do meu mundo, ali, nas casas vazias.
No vazio.