Algumas vezes quando me deito, minutos antes dos olhos se
sentirem confortáveis ou cansados demais, eu sinto.
Sinto o peso do mundo.
As tristezas de cada alma na Terra, sinto o vazio, o abandono e a dor.
Essa dor; que atravessa a alma e entra no interior mais
profundo que existe em mim.
Sinto repulsa de existir, viver em algo que não concordo sem
saber se existe outro lugar para ir.
Fugir para onde? Fugir é correr, correr do que ainda vai
existir em algum lugar.
Não quero ter que correr, correr na esperança de que esteja
longe o bastante para não sentir.
Não sentir.
Não existir.
Não ver.